Fiscalização de Atividades Urbanas – FAU – Natal/RN

O Setor de Vigilância Epidemiológica e Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde, do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS) da Secretaria de Saúde do Município, divulga Nota de Esclarecimento direcionada aos profissionais de saúde, bem como à população em geral, a respeito da situação epidemiológica da doença meningocóccica no Município do Natal.

A doença meningocócica, incluindo a meningococcemia, ocorre esporadicamente em todo o mundo. A incidência é de 0,5 a 5 casos por 100.000 habitantes em período de endemia. Existem períodos de pico da doença (epidemia), principalmente no período de inverno e início da primavera, assim como países que apresentam incidência mais elevada.

A situação epidemiológica da doença meningocóccica no Município do Natal, no período de 2010 a 2014, totalizou 41 casos, tendo uma média anual de oito casos, verificamos que o sexo masculino é prevalente com 26 casos (63,4%), com relação à faixa etária, a maior incidência foi de 1 a 9 anos de idade. Ressaltamos que no ano de 2013 tivemos 13 casos e em 2014, quatro casos, o que representa uma redução de 43%.

Em 2015, até o momento, seis casos foram notificados em Natal, sendo dois residentes em Natal, com a confirmação laboratorial de apenas um dos casos, e o outro encontra-se em investigação. O caso confirmado laboratorialmente foi isolado o sorotipo C.

A Secretaria Municipal de Saúde de Natal orienta a população a procurar os serviços de saúde, caso apresentem alguns dos sintomas. Reforçamos aos profissionais de saúde sobre a importância da notificação compulsória imediata de casos suspeitos de Doença Meningocóccica, conforme descrito na Portaria GM nº 1.271 de 6 de junho de 2014, que deverá ser realizada a Secretaria Municipal de Saúde do Natal através do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS Natal) pelos telefones 0800-285-9435 / 3232-9435 ou pelo e-mail urrnatal@gmail.com de segunda a domingo, das 7h as 19hs.

As ações de controle frente aos casos notificados são desencadeadas oportunamente pela Secretaria Municipal de Saúde do Natal, em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde de Saúde Pública. As medidas adotadas incluem: assistência médica, hospitalização imediata, com ênfase no diagnóstico precoce e tratamento adequado.

A ação de controle mais importante para a proteção da população é a busca aos comunicantes, identificando aqueles que tiveram contato próximo e prolongado com o caso suspeito, orientação e atenção quanto ao surgimento dos sinais e sintomas e, quando necessário, a adoção da quimioprofilaxia através do uso da Rifampicina. Os comunicantes próximos de um doente apresentam um risco cerca de 300 vezes maior de desenvolver a doença. Esta é a base científica para a quimioprofilaxia.

No momento não temos indicação de bloqueio vacinal, porém a Secretaria Municipal de Saúde do Natal vem articulando junto a Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde a aquisição doses extras da vacina Meninogocócica C para bloqueio vacinal, caso necessário.

A Doença

A meningococcemia é uma infecção bacteriana aguda causada pela presença de Neisseria meningitidis na corrente sangüínea. A doença meningocócica pode se apresentar como menigococcemia, meningococcemia com meningite e apenas meningite, sendo de mortalidade elevada nos casos de meningococcemia isolada.

Devido à gravidade, é fundamental o reconhecimento da meningococcemia no pronto-socorro, instituindo medidas terapêuticas específicas e inespecíficas, assim como os cuidados relacionados aos contactantes e os cuidados com a própria equipe médica. A mortalidade, assim como a morbidade, também está relacionada com a demora no início das medidas terapêuticas, seja pela demora do paciente em chegar ao pronto-socorro ou pela demora no reconhecimento do quadro pelo médico.

Além de ser uma doença infecciosa tratável, também pode ser prevenida, na maioria dos sorogrupos, por vacina, disponível na rede pública para a faixa etária de 02 meses à 02 anos.

N. meningitidis é transmitido através de objetos contaminados, gotículas respiratórias ou por contato direto com as secreções respiratórias contendo ao menos 103 a 104 bactérias, uma vez que o homem é o único reservatório conhecido. A partir deste ponto, a pessoa que adquire o meningococo pode desenvolver a doença meningocócica, tornar-se um portador assintomático ou eliminá-lo. No caso de portadores assintomáticos, o N. meningitidis coloniza a orofaringe. Apenas uma parcela muito pequena destes portadores desenvolve a doença mais tarde. Em torno de 8 a 20% da população pode ser portadora assintomática de N. meningitidis. Destes, 1/3 são portadores por meses, 1/3 por dias e o restante são portadores transitórios, isto é, por algumas horas. Quanto maior o tempo de portador, mais agressiva é a cepa de N. meningitidis, porém, de menor transmissibilidade.

A forma mais comum de meningococcemia, que ocorre em 99% dos casos, é caracterizada por uma síndrome de choque séptico e coagulação intravascular disseminada com disfunções orgânicas rapidamente progressivas, associados ou não a meningite. O quadro inicia-se com febre, mal-estar, cefaléia e rigidez de nuca. Em uma série de pacientes os sinais de rigidez nucal podem estar ausentes no início, inclusive nem aparecer. Outros sinais comuns são petéquias, mialgia, náusea e vômitos no início do quadro. O quadro meníngeo ocorre em 50% dos casos.

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