Fiscalização de Atividades Urbanas – FAU – Natal/RN

Sobre a Fiscalização Urbana e a Reestruturação da Carreira de Agente Vistor

Acauã:

Por Acauã Rodrigues Dos Santos

Quero parabenizar o SAVIM e todos os colegas que atentaram e realizam um novo discurso e efetiva mobilização junto aos órgãos do Município e Sociedade em geral. A inserção da temática da Fiscalização Urbana como prerrogativa fundamental para o sucesso da implementação de Políticas Públicas, notadamente as mais especificamente referentes à Uso e Ocupação do Solo, como PDE e respectiva Lei de Zoneamento, bem como também o Código de Obras e as numerosas Posturas que garantem uma vida cidadã mais digna, justa e saudável, é passo fundamental para, mais que um aumento salarial pontual, que nossa carreira seja enfim vista, CONHECIDA e portanto RECONHECIDA como um dos Pilares da ação do Executivo na Modelagem e Relações Urbanas e para o Bem Estar Social. 

No Tripé Planejamento, Licenciamento e Fiscalização, todos devem ter a mesma estatura, valor e investimento. Portanto, devemos sempre ressaltar a questão de sermos Carreira de Estado, que deve ser valorizada e não achatada, que deve ter garantias de Independência com relação a pressões de diversos tipos de interesses privados, e inclusive os interesses políticos das gestões governamentais. 

Nossa luta deve partir deste patamar de entendimento. Não queremos algumas moedas para calarmos ! Não queremos migalhas de interlocutores que sequer se “apropriaram” da importância e complexidade de nossa função para a Sociedade ! Nós queremos ser vistos, chamados, valorizados e remunerados como Fiscais Urbanos !! 

Queremos uma carreira estruturada de forma a dignificar nosso trabalho. Nossas condições de trabalho devem ser decentes e modernas, para garantir a eficácia. Nossos locais de trabalho devem ser estáveis, sem o perigo da pressão de sermos transferidos no dia seguinte para o outro lado da cidade. Nosso salário deve ser composto de forma a não permitir sermos pressionados a fazer isso ou aquilo, ao gosto do comissionado de plantão ou do político da região. Nosso salário Padrão não pode ser a menor parte nesta composição, e deve ser ao menos recomposto pela inflação desde sua instituição como nível superior. A produtividade sempre será uma forma de pressão, pois pode ser manipulada pela burocracia. Nossa produção deve se dar pelas condições e planejamento de trabalho, e não para alguém verificar “pontuações”, por métodos que podem mudar a qualquer tempo. 

Enfim, queremos uma Reestruturação de Verdade ! Uma Reestruturação que coloque a Fiscalização Urbana no patamar que deve ocupar, por uma Cidade Saudável, Digna, Justa e Ordenada. O governo pode e deve entender isso, e passar para a história como o exemplo de Compromisso com a Cidade e sua população. 

Ou cairá na vala do mais do mesmo. 

Não nos dispersemos. Vamos em Frente !

Extraído do Blog Fiscal de Posturas.

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