Fiscalização de Atividades Urbanas – FAU – Natal/RN

A Vigilância em Saúde Ambiental e do Trabalhador da Secretaria Municipal de Saúde (Visamt-SMS) apresentou na manhã de quarta-feira (20.01) o primeiro relatório da unidade Sentinela de Vigilância do Ar, implantada em Natal no início de outubro passado. Até o dia 31 de dezembro de 2015, foram notificados 674 casos de doenças de agravo do sistema respiratório em crianças menores de cinco anos de idade, sendo 101 destes, aproximadamente 15%, somente no Bairro Felipe Camarão, Zona Oeste da cidade.

Conforme dados do relatório, dos 36 bairros do Natal, apenas Parque das Dunas e Salinas, ambos na Zona Norte, não notificaram nenhuma caso e, que a diferença entre Felipe Camarão e Planalto, segundo com maior número de registros, foi de 44 casos. Quintas e Mãe Luíza tiveram 40 e 38 notificações, respectivamente, já Ponta Negra e Nossa Senhora da Apresentação registraram 30 casos, cada.

O Chefe da Visamt, Marcílio Xavier, afirmou que diante dos resultados obtidos, será realizada uma reunião na próxima semana com os responsáveis técnicos de cada equipe de Saúde da Família do Bairro Felipe Camarão, para apresentação do relatório a estes e a discussão e proposição de intervenções que visem diminuir ou mesmo eliminar os fatores ambientais que estejam contribuindo ou promovendo esse tipo de adoecimento.

“Estamos planejando, também, implantar mais uma unidade Sentinela no Município, na Zona Norte e a nossa expectativa é até o final deste ano, contemplarmos todas as regiões administrativas da Capital com uma unidade. Temos que ressaltar que Natal foi a primeira cidade do Rio Grande do Norte a implantar esse serviço”.

Unidade Sentinela

Marcílio Xavier afirmou que, com a unidade, é possível fazer a avaliação epidemiológica intensificada para o monitoramento de fenômenos onde o foco está na análise dos possíveis impactos à saúde de crianças menores de cinco anos que apresentem sintomas respiratórios como dispneia, falta de ar, cansaço, sibilos, chiados no peito e tosse. Estes podem estar associados a outros sintomas e também a agravos como asma, bronquite e infecção respiratória aguda.

Além disso, a unidade visa a promoção da saúde da população exposta aos fatores ambientais relacionados a poluentes atmosféricos, uma vez que o aumento dos níveis deste tipo de poluição tem provocado o adoecimento das pessoas.

O trabalho é feito por meio do componente Exposição Humana a Poluentes Atmosféricos, da Vigilância de Populações Expostas a Contaminantes Químicos (Vigipeq) e objetiva subsidiar a avaliação de possíveis impactos à saúde pela Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Poluentes Atmosféricos (Vigiar).

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