Fiscalização de Atividades Urbanas – FAU – Natal/RN


Foto: Goiana Notícias Imagens

É impossível dar uma volta no centro de Goiana e não notar a barulheira causada pela confusão de sons propagados ao longo das ruas. Carros de som, caixas amplificadas, barracas de DVD, pessoas, motos e carros fazem parte da trilha sonora de uma das áreas mais frequentadas da cidade. O que muita gente ignora é que todo o barulho absorvido de forma continuada pode gerar grandes riscos não só ao ouvido, mas à saúde física e emocional das pessoas.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os níveis consideráveis saudáveis para a exposição de uma pessoa ao som é de 50dB. A sigla dB refere-se aos decibéis, unidade de medida da altura do som. Quanto maior forem os decibéis de um barulho, mais prejuízos ele pode ocasionar.

Por isso, o Goiana Notícias foi ao centro da cidade e com a utilização de um decibelímetro, equipamento usado para medir a pressão sonora, conferiu o nível de volume ao qual as pessoas que circulam frequentemente pelo local estão expostas.

 Na Praça João Pessoa, local onde diversas lojas e bancos estão instalados, o nível do som atingiu a marca de 91,9 decibéis, durante uma manhã. Número muito superior ao considerável suportável pela OMS.

Essa altura reflete à soma dos ruídos do trânsito, carro de som, caixas amplificadas e o próprio barulho das pessoas. De acordo com a OMS, decibéis acima de 70 pode causar stress degenerativo ao organismo humano.

 No meio desse cenário, a reportagem do GN conversou com Luciana Farias, 19 anos. Ela trabalha panfletando ao lado de uma loja de roupas, no centro. Luciana conta que passa o dia inteiro ouvindo músicas em volume alto por conta das caixas amplificadas utilizadas pelas lojas. “Chego em casa morrendo de dor de cabeça por causa dessa zoada. Uma coisa é você ouvir uma música alta porque quer, outra é passar o dia inteiro com esse som alto no juízo”, disse ela.

 As dores de cabeça de Luciana não são exagero. A Organização Mundial da Saúde diz que a exposição permanente a este grau de barulho também aumenta os riscos de insônia, enfarte, infecções e outras doenças graves.

O bom e velho carro de som

Antigo conhecido do goianense, o carro de som é um dos principais canais de propaganda direta em atividade em Goiana. Ele também contribui para a poluição sonora, que consiste em todo desconforto auditivo causado pelo barulho.

Quem regulamenta os utilitários de som em Goiana é a Diretoria Municipal de Meio Ambiente.  Além do carro de som, estão incluídos na categoria, furgão, picapes, bicicletas ou qualquer outro veículo registrado como empresa de publicidade e propaganda volante. Segundo a Lei Estadual Nº 12.789, de 28 de abril de 2005, fica a critério das cidades pernambucanas definir os horários de circulação e os níveis de decibéis permitidos.

 Em Goiana, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o governo municipal e os empresários de mídia volante, desde 2012, define as regras para veiculação de som pelas ruas. Os carros autorizados a circularem devem estar cadastrados e exibirem o adesivo de autorização no veículo.

Ainda de acordo com o TAC, eles só podem trafegar com o som de segunda a sexta-feira, das 9 às 19hs e aos sábados e domingos 9 às 17hs, sem ultrapassar 70 decibéis e fica proibida a prática de propaganda em frente a hospitais, asilos, prédios públicos e escolas. Os veículos que desrespeitarem a legislação ou circularem pela cidade de forma clandestina poderão sofrer as penalidades estabelecidas, que variam entre multa de R$ 500,00 a R$ 5.000,00, interdição da atividade ou apreensão.

Você pode ficar “môco”

 A poluição sonora é diferente dos outros tipos de poluição das quais estamos habituados. Ela se incide diretamente em nossos ouvidos e, consequentemente, em nosso organismo. Ela não é causada apenas por elementos externos, mas também por cada indivíduo. Para se ter uma noção, ouvir música com o fone de ouvido em um volume que geralmente chega a 100 decibéis já é o suficiente para causar um trauma auditivo.

 A enfermeira Ana Quércia Nascimento destaca os cuidados que se deve ter com os ouvidos. Segundo ela, o compartilhamento de fones para música, o volume em que se ouve e até a utilização de hastes de algodão para limpeza devem ser feitos com cuidado e moderação. ” O pavilhão auricular, ou ouvido, é uma região que requer muita atenção. Várias queixas referentes a dores e secreção são cada vez mais comuns”, disse ele.

 Seja no centro da cidade com alto falantes ou na rua de casa com o som estridente no domingo, respeitar os seus próprios limites e dos outros é mais do que uma questão legal. É por educação e bom senso.

Extraída da Goiana Notícias.

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