Fiscalização de Atividades Urbanas – FAU – Natal/RN

Acerca de um quilometro de distância a poluição sonora é ensurdecedora

O TCM/BA, no parecer prévio das contas da Prefeitura de Barreiras, chamou atenção do gestor por diversas irregularidades, destaque para os gastos imoderados em produção de festas e eventos, o que lhe custou multa de R$ 8 mil por ferir os princípios constitucionais da razoabilidade e da economicidade.

Porém, por enquanto, o que se vai focar aqui são os reclames dos moradores que residem à margem do Rio Grande, do lado do Centro Histórico da cidade. Segundo eles não tiveram sossego nesta noite de quinta (14.07) para sexta (15.07), porque a poluição sonora da boate que encerrou às 06h44min desta manhã de hoje (15.07), assolou a vizinhança.

Qual a moral de uma Prefeitura que impõe normas de conduta à sociedade e se acha imune às tais normas. O que é ilegal vale tanto para o privado como também para o público, ou será que existe algo nas leis contrário a isso que a população desconhece?

É obrigação e prioridade que a Prefeitura respeite o cidadão munícipe, acima de festa ou qualquer outra coisa. Se “todo poder emana do povo” é certo que esse poder, obrigatoriamente, deveria ser reinvestido em prol de uma melhor qualidade de vida do povo. O mínimo que qualquer prefeito tem como dever, após ser eleito para comandar uma cidade seria cuidar, antes de qualquer ação, das pessoas que nela residem e a escolheram para criar sua geração. No entanto, ultimamente não é o que acontece em Barreiras.

Imagine a ressaca de sono que deve ter ficado o trabalhador ao sair cedo para trabalhar, além de sua família, entre velhos e crianças que devem não ter tido sossego por causa da noite sem dormir por causa do “tum! tum! tum!” ensurdecedor da boate.

A boate que, a cidade toda comenta ser supostamente de uma laranja do neto do prefeito, o mesmo que na Feira do ano passado, segundo o TCM/BA, faturou R$ 3.056.196,00 em locação de estruturas metálicas, palcos e outros equipamentos. Vale ressaltar que não está computada a dinheirama que deve ter ganhado com a bilheteria da boate, a qual parece ser legado da família e agregados do gestor que assume o município, já que situação idêntica aconteceu na gestão anterior.

A tão badalada boate no Parque de Exposição, segundo denúncias de pessoas indignadas, sequer passou por licitação para ser implantada, igualmente aconteceu com o Parque de Diversões. Porém, essa é uma questão que o Ministério Público e demais autoridades fiscalizadores da gestão municipal devem investigar se verdadeiramente existe veracidade. Principalmente, pela Secretária Municipal de Meio Ambiente, que deveria não se eximir da questão e, no mínimo, exigir ambiente acústico na boate.

É imensurável o quanto Barreiras tem regredido em suas últimas gestões, principalmente, com relação aos serviços básicos à população. A grandeza da situação por si só causa indignação popular, ainda mais quando uma administração finge que cuida do povo e na verdade apenas “faz de conta”.

Vídeo gravado acerca de um quilometro de distância, mesmo assim, percebe-se que a poluição sonora é ensurdecedora

Por Tenório de Sousa
Da Redação

Extraído do NovoOeste.

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