Fiscalização de Atividades Urbanas – FAU – Natal/RN

CANETADA

É engraçado como as coisas acontecem nas terras potiguares. Um Conselho se reúne para debater segurança e mobilidade e as propostas apresentadas por um arquiteto são a redução da velocidade e a melhoria das estações de embarque de trens.

Ora ora, caro cidadão, vivemos em uma cidade na qual o TRÂNSITO já NÃO FLUI, não importa a hora e nem a via e nem a zona. Natal possui ZERO via expressa. ZERO! Temos vias que cortam a cidade de Sul a Leste, de Norte a Leste pipinadas de semáforos que transformam um viagem de 10, 15 quilômetros mais demorada do que ir e voltar da cidade de Tangará a 100 km de distância.

Tenho uma forte tendência a achar que trânsito não é coisa para arquiteto, embora eu acredite que uma pessoa bem treinada pode encontrar soluções interessantes e eficientes para qualquer coisa.  Todavia, o correto é trabalhar em cima de dados. Quantos acidentes acontecem em Natal? Quais as avenidas e ruas que mais ocorrem acidentes? Alguém sabe? Alguém discutiu isso?  Precisamos realmente reduzir ainda mais a velocidade média de nossas ruas que já é EXTREMAMENTE BAIXA?  Precisamos de engenharia de trânsito. Isso sim.

Propor a redução apenas por modismo, por bandeira ideológica é retrógrado e contraproducente.  Concordo que se existissem corredores em Natal que proporcionassem um trânsito veloz onde ocorressem acidentes acima da média não teríamos nem o que discutir.  Grotescamente, Natal é uma cidade que tem um semáforo a cada 50 m e uma lombada embaixo de cada semáforo.  Reduzir mais que isso é fazer o que?

Quanto à discussão sobre o transporte sobre trilhos, é preciso dizer que primeiro temos que ter a ferrovia.  A malha local é praticamente inexistente.  Minúscula, economicamente deficiente e ineficiente enquanto transporte de massa. Como é que se vai reformar e dar melhores condições para um negócio praticamente inexistente?  O transporte de trem em Natal é tão ineficiente, tão ineficiente, que é praticamente subsidiado pelo governo para poder manter os preços acessíveis aos pouquíssimos usuários.

Se as discussões nesse Conselho forem nesse compasso, lamentavelmente, vão enxugar gelo e importar discursos que não são a nossa realidade.  Poderiam, por exemplo, estar discutindo a adequação das calçadas para que os cidadãos tenham mobilidade e segurança para caminharem e não disputar espaço com carros, buracos, desníveis e calçadas fora de padrão.  Ou passagem de nível para veículos e pessoas de forma a garantir mobilidade e segurança para os dois em cruzamentos que travam a cidade como o da Salvado Filho com a Alexandrino de Alencar ou o da Salgado com a Bernardo Vieira.

E também poderiam discutir alternativas de engenharia de trânsito, como por exemplo, construção de túneis para tráfego expresso de automóveis e trens abaixo da Avenida Salgado Filho ou Prudente de Morais ou Bernardo Vieira ligando a Zona Sul a Leste e a Leste a Norte sem ter que passar por 999999 sinais de trânsito.  A capital do Chile fez e deu muito certo. Mas aqui. Aqui é Brasil.

Fiscal Ambiental

Extraído do Portal da Municipalidade do Natal.

Divulgação STTU

O Conselho Municipal de Transporte e Mobilidade (CMTMU) se reuniu na quinta-feira (27.07), na sede da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana do Natal (STTU), para tratar do programa que criará o “Pacto pela mobilidade e a segurança no trânsito em Natal”, projeto que está sendo coordenado pelo Arquiteto Carlos Milhor.

Entre as propostas, o Arquiteto destacou a prioridade em reduzir a velocidade média dos veículos nos corredores da cidade.  Para Carlos Milhor, a redução desta velocidade ira minimizar o número de vítimas no trânsito e consequentemente os acidentes.

Ainda no encontro também foram apresentados os projetos da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) para Natal e Região Metropolitana pela Arquiteta Rebeca Ramalho do Rego. Entre os destaques estão a melhoria das estações de embarque e desembarque de passageiros, a estrutura ferroviária e aquisição de novos veículos leves de superfície.

O encontro marcou também a posse dos conselheiros, titulares e suplentes, para o biênio 2017 e 2018, com base na Lei complementar número 141/2014, Decreto número 10.645 de 26 de março de 2015 em consonância com a portaria número 040/2017 do Gabinete do Prefeito.

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